quarta-feira, 28 de setembro de 2022

HABILIDADES SUGERIDAS PARA O QUARTO PERÍODO E RESGATE DE HABILIDADES DO TERCEIRO PERÍODO


DIRETORIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM -

COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR - SETOR ANOS FINAIS (LÍNGUA INGLESA)

Habilidades do quarto período e resgate das habilidades do terceiro período

(Caso a consolidação ainda não tenha sido plenamente desenvolvida)

 

Caro(a) professor(a), as habilidades sugeridas abaixo foram retiradas do documento oficial que apresenta a Política de Recuperação de Aprendizagens do município de Maracanaú. Contudo é você quem avaliará viabilidade, o alcance ou não das sugestões, levando em conta o perfil de suas turmas. Nesse sentido recomenda-se analisar as indicações e adaptá-las à realidade de sua escola. Lembre-se, o componente de língua inglesa faz parte do currículo obrigatório da educação básica proposto na BNCC, nosso referencial maior, portanto constitui-se em um direito de aprendizagem de nossos estudantes. Dentre inúmeros outros fatores relevantes para que ocorra a aprendizagem, está a nossa participação consciente, ativa e reflexiva, sem a qual não existe educação de qualidade. Contamos com você! 

ACESSE E BAIXE O PDF ATRAVÉS DO LINK ABAIXO:

https://drive.google.com/file/d/12oJAWA2CoeiHm8EYMKiuNJgtxVSfIqtJ/view?usp=sharing

STEVEN PINKER - Linguistics as a Window to Understanding the Brain | Big Think


    Excelente vídeo acerca de como a linguagem reflete nossa maneira de pensar além de revelar a intrínseca relação entre linguagem, cultura e pensamento. O canal (Big think) é um excelente meio de acesso a discussões de alto nível informacional e acadêmico. 

 

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

 


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LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO

 


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BASE CURRICULAR DE MARACANAÚ - LÍNGUA INGLESA

 


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terça-feira, 27 de setembro de 2022

ABORDAGENS EM LÍNGUA INGLESA ATRAVÉS DOS DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA (SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE)

 

    Caro(a) professor, 
  essa é a segunda e última parte da postagem que trata dos cinco descritores deficitários de língua portuguesa e como esses descritores podem ser perfeitamente abordados em língua inglesa.

  • Descritor 17 – Reconhecer o sentido das relações lógico-discursivas marcadas por conjunções, advérbios etc.

    A ênfase que se dá aos sentidos específicos dos conectores em língua portuguesa é bem diferente da abordagem em língua inglesa. Enquanto no estudo da língua inglesa nos debruçamos (pelo menos em nível de graduação) na classificação das "phrases" (prepositional phrases, adverbial phrases...) na língua portuguesa o foco incide nos conectores (conjunções) e nos advérbios. 
    Essa percepção tão focalizada no que parece constituir a gênese da não compreensão dos leitores iniciantes, talvez seja fruto da grande quantidade de avaliações aplicadas, através das quais notou-se residir nesses pontos específicos parte das dificuldades de compreensão textual. 
    Em língua inglesa já há grande quantidade de atividades que buscam sanar as mesmas falhas de compreensão. Segue portanto uma breve sugestão com seu respectivo link. Nunca é demais lembrar que também é possível consultar essas atividades apenas como referenciais e criar outras a partir dessas no entanto com maior grau de adaptação à turma:

Disponível em: 
 
  • Descritor 22 – Reconhecer efeitos de humor e ironia.  
    Nesta  última reflexão trazemos uma breve análise acerca do humor ou ironia em textos. O humor em textos, principalmente textos imagéticos como as tirinhas ou charges apresentam situações nas quais pode haver humor e não necessariamente risos. Essa percepção fica ainda mais evidente quando se trata de ironia, que a grosso modo, pode ser definida como uma mensagem subentendida através de uma  afirmação contrária. Vide definição (https://www.significados.com.br/ironia/)

    Feita essa breve abordagem, abaixo segue um exemplo de como essa habilidade de compreensão leitora é tratada na língua portuguesa e como se pode fazer essa transposição para a língua inglesa.

(SAERS). Leia o texto abaixo.


Disponível em: http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira37.thm

 

Nesse texto, o efeito de humor está

A) na expressão do cachorro dormindo.

B) na interpretação feita por Franjinha.

C) no comentário da mãe no segundo quadrinho.

D) no fato do menino dormir com o cachorro. 

 

    Como dissemos anteriormente o humor da tirinha é discreto e o estudante precisa compreender que o riso não necessariamente é uma consequência do texto, mas nem por isso o humor desaparece. O desafio para o leitor está em descobrir o traço de humor do texto.

    Sobre a ironia, analise a questão abaixo:

(Prova da cidade 2012). Leia o texto abaixo.

 

AS DUAS NOIVAS

 

O ônibus parou e ela subiu. Ele se encolheu, separando-se da outra, as mãos enfiadas entre os joelhos e olhando para o lado – como se adiantasse, já tinha sido visto. A noiva sorriu, agradavelmente surpreendida:

Mas que coincidência!

E sentou-se a seu lado. Você ainda não viu nada – pensou ele, sentindo-se perdido, ali entre as duas. Queria sumir, evaporar-se no ar. Num gesto meio vago, que se dirigia tanto a uma como a outra, fez a apresentação com voz sumida:

— Esta é minha noiva...

— Muito prazer – disseram ambas.

 

Fonte: Sabino, Fernando. Obra Reunida. Volume III, Editora Nova Aguilar S.A. – Rio de Janeiro, 1996, p. 148.Com cortes.

 

No texto, a ironia está no fato de que as moças

A) se conheciam.

B) se cumprimentaram.

C) falaram ao mesmo tempo.

D) noivaram com o mesmo rapaz.

    Eis o desafio, compreender a ironia que reside no fato do rapaz ter duas noivas e que esse fato expressa uma realidade contraria ao que se compreende por "normal".

    Essas possibilidades podem ser viabilizadas em língua inglesa como reforço de compreensão do texto nos dois códigos linguísticos, português e inglês. veja abaixo as sugestões:

 
    A abordagem nessa atividade é um pouco diferente e talvez seja mais adequada para turmas com nível de leitura um pouco mais avançado, contudo, em particular a alternativa e), apresenta o mesmo objetivo de percepção proposto nas questões de língua portuguesa.

    
    Caro(a) professor, esperamos que as sugestões propostas nesta e na anterior postagem, possam contribuir para ampliar as percepções sobre como a língua inglesa pode contribuir no reforço de habilidades leitoras em língua portuguesa. Fique à vontade para contribuir, sugerir, questionar ou criticar.



 
 

 

 



 

domingo, 25 de setembro de 2022

ABORDAGENS EM LÍNGUA INGLESA ATRAVÉS DOS DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA (PRIMEIRA PARTE)

Caro(a) professor(a),

o texto que aqui se apresenta pretende indicar possibilidades de uso dos descritores de língua portuguesa através do componente de língua inglesa. Não é nosso intento aqui sublimar o componente de língua inglesa, apenas compreendemos que as abordagens nas estruturas linguísticas da língua portuguesa, elementos potencias na construção de sentidos do texto, são melhor detalhadas e apresentam uma compreensão mais profunda e contextualizada, tanto do uso social da linguagem, quanto das estruturas semióticas que geram sentidos.

    As diferenças de abordagens que se detalham de maneira muito breve aqui, tem sua justificativa, assim pensamos, nos objetivos de uso dos dois vernáculos. É imperativo que o falante domine com maestria primeiramente sua língua materna, só então é possível conceber o uso de uma segunda língua. Isso se torna mais perceptível quando se faz comparações entre duas habilidades das duas matrizes curriculares como se observa abaixo:

EIXO ORALIDADE

LÍNGUA PORTUGUESA:

(EF69LP13): Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.

LÍNGUA INGLESA:

(EF06LI01): Interagir em situações de intercâmbio oral, demonstrando iniciativa para utilizar a língua inglesa. 

(BNCC, 2018)

    Ao comparar as duas habilidades percebe-se que no eixo oralidade a complexidade na língua portuguesa é maior, pois indica até um possível contexto de aplicação proposta. Outro ponto interessante a se ressaltar é o verbo "Engajar-se" que pressupõe um posicionamento mais acentuadamente crítico se comparado ao verbo "Interagir" que dá início à descrição da habilidade em língua inglesa. Essas diferenças ficam evidentes se a análise, aqui resumidamente apresentada, for feita ao longo da matriz curricular nacional. 

    Feitas essas breves considerações, propõe-se aqui uma estratégia de abordagem em língua inglesa através de alguns descritores de língua portuguesa, notadamente os que figuraram com menor desempenho de acordo com as últimas avaliações municipais realizadas no ano de 2022. Na figura abaixo é possível visualizar as duas matrizes curriculares (Português e Inglês) que se complementam entre as habilidades deficitárias e habilidades próprias da língua inglesa.  

 

    A partir deste ponto serão propostas breves reflexões acerca de cada descritor de língua portuguesa e abordagens em língua inglesa, assim como sugestões de abordagens metodológicas em sala de aula.

  • Descritor 2 – Inferir informação em texto verbal. 

    De maneira resumida segue breve definição do verbo inferir:

    "Raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios, de pistas, de sinais, de vestígios: a dedução é um tipo de inferência."https://www.dicio.com.br/inferencia 

     Ou seja, inferir é deduzir. Descobrir o que não foi dito no texto través do que está dito. Um exemplo muito simples pode ser feito para ilustrar o que estamos definindo:

    "Na garagem de Marcos há carros azuis, vermelhos e brancos."

   As informações explícitas são as  referentes às cores dos carros de Marcos. Podemos inferir da frase acima que na garagem de Marcos não há carros pretos, ou verdes. Apesar dessa informação não estar descrita do texto, é possível inferi-la a partir do que está dito no texto.

   Com a ajuda do professor, através de perguntas constantes, o estudante é levado a desenvolver esse raciocínio de dedução até que isso permaneça como um hábito de raciocínio. Esse esquema mental, próprio do pensamento complexo, é perfeitamente possível de ser feito em língua inglesa  e na verdade, enquanto professores, cotidianamente, fazemos isso com os estudantes sempre que os questionamos sobre o objeto de estudo em cada disciplina. 

    Interessante notar que Sócrates já fazia isso em sua escola de pensamento no que ficou conhecido como Maiêutica Socrática, que nada mais é do que encontrar as respostas dentro de si mesmo através do ato constante de questionar.

  • Possíveis abordagens em língua inglesa estimulando as inferências: 


   Os textos multimodais (Textos com mais de uma forma de comunicação) se constituem em excelentes meios de se trabalhar as inferências. Seguindo o que propomos acima recomenda-se, antes de partir para o texto escrito na charge, os seguintes questionamentos:

    - O que a mulher pode estar falando ao telefone? (Anotar as primeiras percepções)
    - O que a expressão da menina pode indicar?
    - Onde se passa a cena da charge?
   - Na imagem há dois planos (Explicar o conceito de planos) quem está no plano de fundo? Quem pode ser essa pessoa?
   - O que suas roupas parecem demonstrar? Por que ele está segurando uma arma? Como poderíamos descrever a personalidade dessa pessoa?
    - O que há de diferente no rosto da mulher?
    - Repetir a pergunta feita no início e comparar as respostas.
    
    O que se pretende é levar o aluno a apurar o olhar. Compreender que tudo que ele vê na charge, além do texto, compõe o sentido global da mensagem. Recomenda-se não dar nenhuma resposta antes que todo o trabalho de inferências e ativação de esquemas mentais de leitura, sejam feitos. Abaixo seguem outras charges cujo tema comum é a violência e que podem suscitar interessantes discussões após esse primeiro momento. 



  • Descritor 3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. 
    Como leitores maduros que somos, sabemos que as palavras adquirem significados diferentes dependendo do contexto em que são inseridas. Veja por exemplo as diferentes conotações da palavra "cabeça" em dois contextos diferentes:

    - Maria cortou a cabeça.
    - Maria é a cabeça da turma.

    As palavras não tem significados fixos e o livre uso da língua, por parte de quem sabe "brincar" com as mudanças de sentido de uma palavra ou expressão, deve ser compreendido por nossos alunos. Assim sendo, segue um exemplo de atividade em língua inglesa em que se explora o que seria o princípio dessa habilidade. A complexidade que se apresenta na língua nativa no trato com essa habilidade deve ser abordada progressivamente em língua inglesa:



Disponível através do link: https://englishlinx.com/context_clues/    

    É interessante notar que quem dará a resposta do sentido da palavra é o contexto no qual ela deve se inserir. A atividade pode ainda servir apenas de modelo para que você professor, conhecedor do nível de seus alunos, possa adaptá-la ao seu público. No link acima é possível encontrar e baixar atividades em três níveis: básico, intermediário e avançado, além de diversos outros tópicos.

  • Descritor 6 – Distinguir fato de opinião relativa ao fato
    Nem tudo que está escrito é fato. Opiniões e fatos se misturam nos textos de maneira que leitores não maduros são levados a pensar que as informações, somente por estarem escritas são fatos. Diferenciar o que é fato do que é mera opinião é uma habilidade necessária ao que buscamos enquanto formadores de leitores críticos.
    No trato com essa habilidade (Ou descritor), é necessário alertar os alunos de algumas características próprias dos fatos ou das opiniões.

    1. Fatos, quando acompanhados de adjetivos, são sempre adjetivos de características físicas, veja:
    - O carro de Maria é vermelho.
    - O carro de Pedro é azul.
    - A casa de Joana é velha.

    As frases propostas são fatos caracterizados por adjetivos fisicamente descritivos. Não há juízos de valor nessas descrições, o que por sua vez não permite que alguém refaça as frases de acordo com sua vontade ou desejo. 

    2. Já nas opiniões, os adjetivos que por ventura aparecerem, são adjetivos de valor, veja:
    - O carro de Maria é bonito.
    - O carro de Pedro é charmoso.
    - A casa de Joana é atrativa.
    
    Nas frases propostas, por serem opiniões, é possível que alguém as refaça modificando as características, já que se trata de percepções muito subjetivas, por exemplo:
    - O carro de Maria é feio
    - O carro de Pedro é sem graça.
    - A casa de Joana é repulsiva.

    É possível trabalhar essa habilidade em língua inglesa? Sim, possível e necessário. Há atividades em língua inglesa para isso? Muitas. "Fact and opinion activities", veja:

Disponível através do link:  https://www.liveworksheets.com/worksheets/en/English_as_a_Second_Language_%28ESL%29/Fact_or_opinion/Facts_or_Opinions_to1310643na